Eu Falo Português

Segundo o site Catcho, o português descende do latim, idioma usado na região de Roma há milhares de anos. O primeiro marco para o surgimento da língua portuguesa ocorre no século II a.C., em um período de guerra.

Em 218 a. C., os romanos dominam a região da Península Ibérica — local que abrange Portugal, Espanha, um pedaço da França e outras áreas. A partir daí, o latim entra em contato com as línguas desses lugares e começa a se modificar.

Séculos mais tarde, a partir de 409 d.C., povos germânicos também chegam na Península e causam novas modificações no idioma. Isso demora, mais ou menos, 300 anos até que invadem a região os povos árabes e mais mudanças aparecem.

Passam-se mais alguns anos até que os habitantes da Península Ibérica conseguem expulsar os muçulmanos. Nesse período —especificamente no ano de 1128 — surge a nação de Portugal, em uma região localizada a oeste da Península.

Na nova nação, o idioma usado é o galego-português e mais tarde passa a ser o português. Algo que permanece até os dias de hoje.

A língua portuguesa espalhou-se pelo mundo no período das grandes navegações que vão do século XV ao XVI. Nessa época, Portugal fez colônias no Brasil e em diferentes regiões da África.

No Brasil, o português foi fazendo parte do cotidiano da população aos poucos. De 1500 até 1654, a língua era usada apenas nos documentos oficiais. No cotidiano falado, o que prevalecia eram as línguas indígenas modificadas na interação com os imigrantes.

Com o tempo, mais nativos portugueses foram chegando ao Brasil e a língua passa a ter forte presença na comunidade. Isso torna-se mais intenso com a chegada da família real ao Rio de Janeiro em 1808. É nesse momento que também surge a imprensa. Assim, a língua portuguesa consolida-se no Brasil.

É claro que o idioma é algo vivo, que sempre está em atualização. O mundo é modificado o tempo todo e a tudo nos referimos por palavras, precisamos nomear e alcançar o entendimento.

Atualmente a neutralidade de gêneros em neolinguagem ou ainda linguagem gênero-neutra, tornou-se discussão constante e pode ser mais um agente modificador de nosso português, porém, há um agravante que talvez muitos não estejam dispostos a analisar.

Por incrível que pareça há muitos brasileiros que não amam sua “língua mãe”. É comum ver postagens em redes sociais daqueles que, querendo contrariar o incontrariável, desejariam ter sido colonizados por outros países e consequentemente estar falando hoje, outras línguas.

Talvez o desconhecimento ou desinteresse pela própria história leve muitos a conclusões errôneas de si mesmos e podemos exemplificar que muitos imigrantes, principalmente europeus, chegaram em nossas terras por viverem em condição de miséria e sem nenhuma perspectiva de futuro em seus países de origem. Visto por este ângulo, em um tempo não muito distante, ser europeu e falar tais línguas não era nenhum cartão de visitas ou representava qualquer superioridade para uma grande massa de pessoas.

Em outro ângulo, o inglês tornado idioma global, atrai por associar à riqueza, desenvolvimento e estarmos comunicáveis em todos os lugares, porém, o mandarim e o espanhol estão em primeiro e segundo lugares nas línguas mais faladas, deixando o inglês com o bronze e isto está causando até preocupação, movendo países a investirem no ensino do inglês.

Na minha visão, o maior “ataque” à bela e sofisticada língua portuguesa é o estrangeirismo. Mesmo havendo palavras em português para nomear coisas e situações, preferimos usar o inglês e em alguns casos, a palavra na língua inglesa é inserida na língua portuguesa sem necessidade.

Se houver parâmetro razoável para a inserção, é normal, isto acontece o tempo todo, como já falamos, atualizando a linguagem, porém estamos renegando nossa língua diariamente e isto é grave.

Vivemos ciclos e depende única e exclusivamente de nós criarmos e vivermos dias melhores. Não é com a “síndrome de cachorro vira-lata” que alcançaremos condições de vida melhores. Nossas origens são nossa história mas é hoje que podemos fazer do Brasil, um país de primeiro mundo pois temos todas as condições para isso. Precisamos ser melhores com nós mesmos, com nosso povo, nossa língua, nossa terra.

Somos ricos, abundantemente ricos mas não sabemos utilizar este riqueza. Não é com desprezo, humilhação e renegação de nós mesmos que vamos conseguir. Não haverá salvadores da pátria, há e sempre haverá nós mesmos, fazendo o melhor que pudermos onde estivermos.

Pense nisso, valorize nosso país, nossa língua, nossos costumes e contribua com dias melhores.

Esta postagem contém informações da página Catho.

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