Guaramirim – Histórias e Lendas

Na dimensão simbólica a Garça representa a transcendência, a liberdade, a visão de altura, a capacidade de olhar a vida desde o alto, onde não se distrai nem se deixa aprisionar pelo mundo cotidiano.

A Garça está na dimensão do horizonte aberto e infinito, na descoberta e exploração, observando os acontecimentos numa perspectiva global e abrangente.

Ela representa a invocação da fonte interna de liberdade e expressa-se nas danças com leveza, graciosidade, abertura, inspiração, expansão e harmonia. Ela avança para a frente e para cima e abre os braços para criar no peito mais espaço para ser e desde aí, voa.

Ave símbolo de Guaramirim, município de Santa Catarina, a história nos conta outras versões para a origem do nome:

O livro “Uma Epopéia De Fé – História dos Batistas Letos no Brasil – O. Ronis” já mencionado na postagem sobre o bairro Imigrantes que você pode acessar aqui, nos mostra o nome de Jaraguá-Mirim e nesta versão, o nome do município veio apenas por sonoridade. As pessoas da época consideraram que como já existia o Jaraguá-Açu, Jaraguá-Mirim era desnecessário, cortaram o “ja” e inverteram as sílabas, formando Guaramirim, sem nenhuma simbologia específica. Lembro que no final dos anos 1800 (o livro cita 1898) toda configuração territorial era diferente, Guaramirim era um distrito de Joinville, com o nome de Bananal e a emancipação como conhecemos só acontecera em 1949.

E o que o Lobo-Guará tem a ver com isso? Pois bem, há quem diga que o guará se refere ao Cachorro-do-Mato que era abundante por aqui. Há um mapa mais antigo do município onde as pessoas veem no formato de seus limites um cachorro, então o nome seria para homenagear este animal que povoou, em tempos mais preservados e inabitados, grande parte de região.

As simbologias atuais do brasão e bandeiras são:

Escudo criado em 27 de setembro de 1972, através da lei nº 389, promulgada pelo prefeito Paulino João de Bem e aprovada pela Câmara Municipal.

As armas de Guaramirim constituem de um escudo de formato tradicional português, encerrado por uma coroa mural. O escudo de formato português faz referência a origem lusitana dos primeiros povoadores do município. Este escudo se subdivide em três faixas horizontais pela seguinte ordem:

A faixa inferior, de cor verde, que representa os arrozais, os bananais e os milharais, que cobrem extensas terras do município e dos quais o mesmo retira a parcela principal das suas rendas;

A faixa central, ondulada e de cor preta, representa o curso do Rio Itapocu, cujas águas banham as terras do município e da própria sede;

A faixa superior, de cor azul celeste, remate e representa o firmamento.

Pousado sobre a margem inferior do Rio Itapocu, o escudo mostra um Guará (ave), de cor rubra, que segundo a tradição oral, originou o nome do município.

O escudo tem como suportes laterais, de cada lado, e em suas cores naturais, uma bananeira ostentando florescência, que representa uma das produções mais importantes do município e uma alusão ao primeiro nome da região, quando ainda Distrito do município de Joinville, com o nome de Bananal.

Terá ainda como suportes laterais e em suas cores naturais também, dois feixes de espigas de arroz em grão, representando a produção agrícola mais importante do município.

Em listel localizado na base do escudo, esta inserta em letras maiúsculas a denominação do município: Guaramirim. O listel será em vermelho e a inscrição em prata.

A coroa mural, que há em cima do escudo, terá o formato tradicional e ostenta cinco torrões, de cor de prata.

Em meados dos anos 1990, o então governador do estado, Luiz Henrique da Silveira, trouxe à Guaramirim, quatro guarás oriundos da Ilha do Bananal (localizada no estado do Tocantins, é famosa por ser a maior ilha fluvial do mundo, com uma área de aproximadamente 25.000 km². – Ilha fluvial é toda e qualquer porção de terras cercada de águas de rios por todos os lados. No caso, os rios são o Araguaia e o Javaés) e o historiador, Sr. Daniel Graudin da Silva, recebeu do então prefeito, Antônio Carlos Zimmermann, sete penas, as quais conserva até hoje:

Há épocas de mais incidência da ave nos rios e arrozais, particularmente o guará de cor branca, e em outras épocas ele praticamente some. Interferência humana como a caça ilegal e a poluição contribuem na diminuição da população. Também algumas vezes foi realizada a inserção de aves, criadas em cativeiro e posteriormente libertadas.

O mais importante é não deixar que nossos símbolos atuais, antigos ou lendários deixem de existir. Que a arte contribua com a conscientização de todos.

Obs.: Esta postagem contém informações dos sites Biodanza, Sensagent, entrevista já relatada em postagem anterior com o Sr. Daniel Graudin da Silva e conversas com antigos moradores. A foto inicial é no Hotel Andardac que proporcionou um novo cartão postal para a cidade.

Para mais postagens sobre Guaramirim, clique aqui!

*****

Se quiser doar qualquer valor para este blog, aponte a câmara do seu celular para imagem acima quando estiver dentro do seu aplicativo bancário ou diretamente pelo PIX tinaventuri@gmail.com.
Muito obrigada!

Qual sua opinião?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.