Contra A Cultura Da Morte

Opiniões se dividem pelo mundo e constantes movimentos entram em atrito o tempo todo.

Se nos dignamos ser contra a morte, então sejamos de verdade.

Se somos contra o aborto, então sejamos a favor de que as pessoas possam decidir se querem ter filhos ou não. O sistema público de saúde deve oferecer gratuitamente procedimentos como vasectomia e laqueadura a partir da maioridade. Caso mais tarde estas pessoas mudem de ideia, elas sejam responsáveis pelas despesas para reverter os procedimentos.

Particularmente, considero o aborto a forma mais covarde de assassinato, mas o controle de natalidade, não. Poupar pessoas de uso contínuo de medicamentos para evitar gravidezes pode e deve ser um direito.

Se continuamos contra a cultura da morte, precisamos ser contra a miséria. Educação de qualidade é o grande caminho, o mais assertivo e o mais barato para oportunidades iguais entre todos. Se queremos que as crianças nasçam, elas precisam nascer num mundo mais justo e que lhes dê condições de uma vida digna.

Como somos a favor da vida, somos contra as armas aos civis. Por que? Porque trabalhamos aproximadamente cinco meses por ano para pagar impostos, temos que lutar por segurança pública de qualidade. Se os bandidos estão mais armados e organizados que as polícias, se o sistema prisional está sucateado e o judiciário nos transmite a sensação de impunidade, então precisamos lutar para que esta situação mude e não é com armas na mão. Armar pessoas comuns é isentar o poder público de suas responsabilidades, é dizer que cada um se defenda sozinho ainda que pague impostos pela segurança que não tem, pague por uma arma e pague um advogado para quando usá-la, ter que provar sua legítima defesa. Nem preciso falar que o uso de armas de fogo em momentos de descontrole vitima ainda mais inocentes dos que os que já perdemos diariamente.

Contra a cultura da morte, não disseminamos vírus entre as pessoas. Somos conscientes, abrimos mão de alguns confortos e diversões em prol de toda comunidade. Não somos assassinos e por isso não contraímos o vírus em situações evitáveis e não o levamos para quem não terá nossa resistência e sucumbirá com sofrimento e morte. O valor da vida deve estar acima de prazeres momentâneos para que possamos o mais breve possível alcançar uma situação de normalidade. Quanto mais contribuímos em favor do vírus, mais estamos contra nós mesmos.

Para não finalizar, porque pela vida há muito o que se fazer, temos que lembrar que precisamos de punições. O que é errado precisa ser punido, a impunidade torna o mundo um lugar onde preconceitos, brutalidades e crimes são inseridos como parte da sociedade e não como anomalias que devem ser combatidas. Se temos pesos e medidas diferentes nas mesmas circunstâncias, nunca teremos um lugar justo para viver.

E a vida exige discernimento entre o bem e o mal e consequência para quem não contribui com o bem. Do contrário, é a morte que vence.

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