Laços Transoceânicos

É com imensa alegria que apresento mais um lançamento do escritor Gabriel Dalmolin:

Este livro traz o Pacto de Amizade entre Rodeio, Santa Catarina e Fornace, Itália, no estilo fantástico de escrever do Gabriel.

Sinto prazer na leitura porque ela flui com o compromisso da verdade e da realidade dos fatos. São muitas fontes de pesquisa que trazem riqueza e confiabilidade à obra.

Reflexões e um sentimento de pertencimento à história me levaram àqueles tempos, pois, com raízes na bela Rodeio, pude sentir um pouco dos que sentiam os emigrantes e como as coisas aconteceram, principalmente nos entrelaçamentos das famílias.

É, assim como A Sociedade da Capela, um documento rico em formato de livro que traz para esta e levará para as próximas gerações informações preciosas para o conhecimento e entendimento do tema proposto.

O autor fez uma live de lançamento, assista:

E para quem gosta de saber mais, temos uma nova entrevista exclusiva com o autor:

O que levou você à decisão de escrever livros de história?

Eu sempre amei livros, quando pequeno lia Dom Quixote, Os Três Mosqueteiros, Caninos Brancos, Beleza Negra, Sherlock Holmes e tantos outros clássicos da literatura europeia, quando o “normal” era ler Diário de um banana ou Harry Potter.

Quem abriu o caminho para as publicações de trabalho de conclusão de curso (TCC) virarem livros foi meu colega Michel Honório da Silva, a partir de seu livro “Combates pela cidade” que problematiza a emancipação de Pomerode. Dali pra frente surgiu a oportunidade de seguir escrevendo e hoje estamos nessa, de historiador e de escritor (risos).

Quando e como você decide a temática de cada livro?

Bem, o primeiro livro “A Sociedade da Capela” foi uma escolha conjunta com minha orientadora da graduação (História/FURB), pois ele é fruto do meu TCC. Eu fui um dos raros casos que sabia o que queria estudar na faculdade, mas delimitar um tema de pesquisa é bastante difícil. Queria estudar sobre minha querida Rodeio, então fomos escolhendo uma temática a partir das documentações e da bibliografia. Houve pouca coisa de inovadora nessa primeira pesquisa, a “inovação” ficou mais na abordagem, não entendendo os imigrantes como heróis ou vilões, mas sim como sujeitos e utilizando fontes da paróquia para demonstrar a existência de outros grupos. Esse longo processo durou de 2015 a 2020, com a publicação do livro.

Já o segundo livro, a ideia partiu do Executivo Municipal, quando fui convidado pelo então vice-prefeito Valcir Ferrari (atual prefeito) para fazer um “documentário” escrito sobre o Pacto de Amizade entre Rodeio e Fornace (Trento, Itália). Como contrapartida pedi que não fosse um trabalho politiqueiro, com finalidades de promoção política de um partido ou de outro e que tivesse liberdade criativa. Aceitaram meus termos e fui contrato para desenvolver essa pesquisa, que ficou pronta em apenas um ano. Resolvi então buscar outros parceiros (empresas) para conseguir publicar o trabalho como livro, e ali está ele.

Os novos livros já tem motivações um pouco diferentes, mas assim como estes e qualquer pesquisa científica, as mesmas partem sempre de perguntas e questionamentos de coisas que vemos no presente para estudarmos o passado. No caso do primeiro muito me motivou o esquecimento de outros grupos étnicos que não os italianos, enquanto que no segundo a pergunta era “porque um Pacto de Amizade com Fornace ao invés de outra cidade”?.

Como dizia uma propaganda bastante antiga, “são as perguntas que movem o mundo”.

Por que livros e não apenas vídeos, ou uma página nas redes sociais ou um blog?

Refletindo agora com essa pergunta percebi que já passei por todas essas etapas.

Já tive um blog para escrever poemas (mas nunca pensei de fazer algo voltado a pesquisas) e criei uma página nas redes sociais nas quais muitas vezes postei vídeos falando a respeito das minhas pesquisas.

A ideia inicial era divulgar a pesquisa acadêmica e é claro meus livros. Porém, além da minha falta de traquejo com a tecnologia – apesar de ter só 23 anos – não sou um entusiasta das redes sociais, pois vejo que nas redes sociais muitas pessoas se escondem e querem se pagar de sabichonas. Não querem criticicar as pessoas no sentido de ajudar, colaborar ou debater, mas sim menosprezar, na base da arrogância fazendo comentários colocando em “xeque” todo um trabalho construído ao longo de anos sem nenhuma sensibilidade e muitas vezes, sem compromisso com a verdade histórica. Tudo para alimentar seu ego.

A partir dos livros, acredito que consigo me expressar melhor e deixar registrado por várias e várias décadas o que foi pesquisado com tanto suor. Através de um livro ficará materializado por gerações, enquanto que as redes acabam se defasando a cada uns pares de anos. 

Para quem você pretende realizar este trabalho? 

Os livros são para as pessoas e as pessoas, em geral, são sujeitos históricos.

Embora em meus livros esteja estudando o passado, aquele passado está ligado com o presente das pessoas que leem. Seja por serem descendentes de imigrantes, por ter nascido ou vivido aqui ou por terem visitado essas localidades ou outras regiões que possuam uma realidade próxima. Esses textos não ajudam a entender apenas o passado por si só, mas determinadas questões do nosso presente.

Escrevo para a “melhor idade”, para a jovens, para a academia e para o professor que planeja sua aula. Infelizmente, por conta da formação acadêmica, não consigo escrever de uma maneira que atenda o público a baixo dos 16 anos, mas quiçá um dia esses adolescentes quando crescerem e mais tarde seus filhos e netos crescerem se interessem em ler e aprender um pouco sobre seu lugar. 

Para um novo trabalho, já há uma ideia ou um esboço caminhando?

Sim, como mencionei na primeira pergunta já tenho sim. Na verdade são dois projetos.

O primeiro, em parceria com minha companheira Aline Girardi. Estamos entrevistando pessoas, coletando informações e escrevendo algumas coisas acerca da transmigração de Rodeio e Ascurra para as localidades de Santa Maria (Benedito Novo) e Doutor Pedrinho. Já havia mencionado a intenção dessa pesquisa aqui no blog Jardim Valentina há um ano, mas agora o sonho está sendo concretizado. A motivação nesse é a escassez de pesquisas acerca destas duas localidades.

Outra pesquisa em paralelo, esta desenvolvida em parceria com uma prima distante chamada Glaucia Dalmolin Paes é a Genealogia dos Dalmolin. O curioso é que ao longo do curso de História sempre me distanciei como um “historiador em formação” dos “memorialistas” e “genealogistas”. Porém, eu percebi que pouco se sabe sobre nossa própria família e o pouco que se sabe será esquecido quando meu nono ou mesmo eu não estivermos mais neste mundo. O objetivo deste último é de deixar registrado nossos antepassados, entender melhor nossas origens desde o Medievo e a saga do imigrante Domenico Dalmolin (meu tataravô) e de seus descendentes no Brasil.

Gostou tanto quanto eu? Então adquira o seu exemplar. O autor envia para todo Brasil:

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