Comentário Do Dia

Precisamos ser melhores uns com os outros…

Nestes tempos em que as máscaras escondem nossas faces, nossas entranhas ficam expostas.

Sem aviso, tivemos que deixar nossa ilusão em sermos essenciais para simplesmente fazer o que pudermos, do jeito que for possível, quando for possível. E daquela vida frenética em que “vivíamos” lá fora, descobrimo-nos como estranhos sob um mesmo teto.

Temos medo da pandemia, dos ciclones, de todas as intempéries naturais, da crise econômica e financeira e, infelizmente, temos temido ficar no mesmo ambiente com aqueles que nos deveriam ser apoio e segurança.

É terrível ver o aumento desproporcional da violência doméstica e saber que esposas temem seus maridos, filhos temem seus pais e pais aos seus filhos, avós temem todos que os sucederam e a violência que víamos na rua é um pequeno reflexo do que há dentro das casas.

Sempre questionei porque alguém cruza comigo na mesma calçada e não me olha, não me cumprimenta e não me considera digna de partilhar poucos segundos de sua vida com cordialidade. Agora posso entender que muitos desconhecem qualquer tipo de cordialidade, de amparo, de companheirismo e não podem oferecer o que não faz parte de suas vidas.

Doutrinados por mídias sociais, influenciados por fake news, vazios de valores e laços, superficiais e fúteis em nossas prioridades, perdemos o elo fundamental onde tudo começa: a família.

Sem a base que faz a sociedade, não podemos esperar melhora “lá fora”. Precisamos urgentemente olhar nos olhos de quem convive conosco e compartilhar nossa humanidade.

Não é a imposição do mais forte fisicamente, culturalmente ou financeiramente dominando quem está ao lado, o abraço é o elo, não o grito e a violência; a disposição em partilhar, em ouvir, em confiar, em crescer juntos com harmonia é a verdadeira força.

Aproveitemos este período onde a máscara omite a maioria de nossas reações, para nos reconhecermos no olhar, criarmos cumplicidade, mostrarmos nossa alma que precisa de amor, em tempos onde o ódio é o grande modismo.

Temos a oportunidade, mais de dois mil anos depois, de amarmos uns aos outros como Ele nos amou e finalmente criarmos tempos melhores.

Olhe para você, olhe para os seus. Não estamos no fim e sim no recomeço, só depende de nós.

Artigo publicado em minha coluna no Jornal O Rodeense, edição de agosto/2020.

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